Crítica: Rebirth (2016) e a fuga dos padrões da sociedade.

Sabe aquele caso onde a pessoa tem tudo que deseja, mas ainda assim, parece que está faltando alguma coisa? Rebirth é exatamente sobre isso.

Rebirth é o mais novo suspense original da Netflix e é estrelado por Franz Kanz, Adam Goldberg, Nicky Whelan e Kat Foster.

Kyle, Rebirth
Franz Kanz como Kyle

O filme nos conta a história de Kyle, um pai de família que possui uma vida normal e rotineira, com um emprego estável numa área que ele acha que o faz feliz. Tudo isso muda quando Zack, um amigo antigo da faculdade aparece para lhe apresentar algo novo, uma experiencia única, o Rebirth.

Ao ver um pouco sobre esse filme, eu achei que ele seria mais um suspense rotineiro onde nos vemos o protagonista ficar preso num lugar específico, onde um assassino está a solta e todos esses clichês, porem, o filme fala sobre muito mais.

Rebirth é sobre estar preso na rotina, sobre o mundo zumbi, sobre os padrões da sociedade, onde tudo o que fazemos é por que achamos que todo mundo faz, o clássico caso do grupo dos cinco macacos que seguem algo porque sempre foi assim. O filme em sua maior parte é bom e possui uma ideia muito boa com bastante potencial, que infelizmente não é retratada de forma convincente. Talvez se fosse um pouco mais explorado toda a ideia de fugir da rotina e dos padrões da sociedade para descobrir um pouco mais sobre o que você deseja, o filme poderia se tornar um pouco mais interessante.

Apesar de toda essa parte filosófica e especial sobre fugir da rotina e dos padrões da sociedade, o filme acaba se perdendo um pouco no meio do filme, tentando mostrar mais e mais daquele ambiente diferente e assustador, mas que falha muitas vezes em ser realista.

Em relação ao protagonista, suas reações à o que acontece ao seu redor são na maioria das vezes surreais, porém, possíveis de compreender o por que dele estar reagindo desse jeito. Em quanto aos personagens secundários, nenhum deles são interessantes e nenhum deles mostram como o ambiente onde eles estão presentes poderia realmente afetar uma pessoa.

As atuações em sua maioria são medianas, com alguns momentos bons. O filme em si possui uma ideia muito inteligente, e uma lição boa, com bastante potencial, mas que acaba se perdendo as vezes. Por isso, a nota é:

3/5

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